domingo, julho 01, 2012
sábado, junho 30, 2012
segunda-feira, junho 04, 2012
quarta-feira, maio 30, 2012
segunda-feira, maio 28, 2012
sexta-feira, maio 11, 2012
terça-feira, maio 08, 2012
segunda-feira, maio 07, 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
domingo, abril 01, 2012
No sense
sandra cardoso(foto e texto)
domingo, março 25, 2012
Um significado para a foto anterior
Cheguei nesse momento. No momento em que ele virava as costa, porque não adiantava. Eram diferentes e ponto final. E ele tinha de ir trabalhar.
-Dulce, ... - chamei baixinho.
Dulce não me respondeu. Nem sequer me olhou, presa ao seu sonho.
-Dulce, ... - insisti.
Toquei-lhe. O corpo rígido, frio, petrificado. A seu lado, um papel suplicava baixinho "Ajuda-me a ensiná-lo a sonhar."
Tirei a foto e enviei-lha, na esperança de ele perceber a importância do sonho na vida da mulher.
sandra cardoso
sexta-feira, março 23, 2012
terça-feira, fevereiro 21, 2012
sandra cardoso
texto e foto
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Vou ter tantas saudades
da minha casa,
quantas vezes já te disse que adoro a minha casa?
da minha escola
dos passadiços
dos meus livros
da meia de leite
do meu mar
da minha praia
das minhas lojas
do majestic
das correntes
da língua portuguesa
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
domingo, janeiro 08, 2012
segunda-feira, outubro 10, 2011
domingo, outubro 02, 2011
sábado, outubro 01, 2011
quinta-feira, setembro 29, 2011
sexta-feira, setembro 02, 2011
sexta-feira, agosto 05, 2011
domingo, julho 31, 2011
terça-feira, julho 26, 2011
Paixões
terça-feira, julho 05, 2011
Dá que pensar, 16
segunda-feira, maio 23, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
to a.
sei que há terramotos que tiram tudo às pessoas
sei que há sismos que tiram tudo às pessoas
sei que há maremotos que tiram tudo às pessoas
sei que há furacões que tiram tudo às pessoas
sei que há doenças que tiram tudo às pessoas
sei que há guerras que tiram tudo às pessoas
sei que há vendavais que tiram tudo às pessoas
mas não sabia que uma palavra
tua
tinha a força de uma catástrofe
em mim
sandra cardoso
quinta-feira, novembro 04, 2010
segunda-feira, junho 28, 2010
josé (saramago)
José
Andei contigo dentro de mim
A despedir-me
e dói-me escrever isto
tanto
tu tinhas-me avisado
é verdade
mas a esperança ...
tu sabes, José...
imaginava que um dia iria ser
aconteceu o mesmo com o miguel, com a sophia, com a rosa
e agora tu, José
também foste
… feliz?
A mim deste-me
O coração das palavras
ainda o sinto a pulsar em mim
esse não se vai, josé,
Quem me dera poder continuar a mentir-me
Mas a verdade é só uma
Só hoje te chorei
josé
sandra cardoso
quarta-feira, maio 19, 2010
domingo, maio 09, 2010
quinta-feira, maio 06, 2010
desencontros
Gostava de te encontrar num poema,
no início de um poema
ou até mesmo antes
no momento em que o poeta
recolhe as palavras
ou até mesmo antes
no momento em que as palavras desejam
que o poeta lhes desenhe uma alma
a lápis de carvão.
Gostava tanto de te encontrar num poema
de amor
para que visses com teus olhos mecânicos
a palavra a abrir-se
em flor ou montanha
em brisa ou tufão
em amora ou açafrão
em rosa, em beijo, em revolução ...
Gostava mesmo que te encontrasses num poema de palavras
dispostas a travar a engrenagem mecânica
com que olhas para o amor
dos livros de poemas.
sandra cardoso
poema e foto
domingo, maio 02, 2010
sábado, maio 01, 2010
quinta-feira, abril 29, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
domingo, abril 25, 2010
domingo, abril 18, 2010
Leituras, V
quinta-feira, abril 08, 2010
"A mulher mete-me o pequeno relógio por baixo da pele e começa a ligar as engrenagens às artérias do coração"(p.13)
"Chega a cantar até de manhã, acariciando-me docemente as engrenagens com as pontas dos dedos. "O amor é perigoso para o teu coraçãozinho", repete ela hipnoticamente."(p.21)
"Gostaria de ser uma águia-real ou um alcatraz majestosamente calmo, mas afinal sou um canário stressado, presa dos seus sobressaltos."
"-O teu coração não passa de uma prótese, é mais fraco do que um coração norma e será sempre assim. O mecanismo de um relógio não é como os tecidos, não filtra tão bem as emoções."(p27)
"Estou apaixonado e não sei nada do amor. Então fico furioso, luto comigo próprio e por vezes até tento acelerar ou abrandar o tempo." (p.55)
"- Se tiveres medo de uma avaria, aumentas as hipóteses, justamente, de uma avaria. Vê os acrobatas, por exemplo: achas que eles pensam que vão cair quando andam na corda bamba? Não, aceitam o risco e gozam o prazer que o perigo lhes proporciona. Se passares a vida a ter cuidado para não partires nada, vais-te aborrecer muito, sabes?"
" ...a única maneira (...) que te permite seduzir a mulher dos teus sonhos é justamente usares o teu coração. Não esse em forma de relógio que te puseram à nascença. Estou a falar do verdadeiro, o que está por baixo, de carne e sangue, que vibra." (p.56)
quarta-feira, abril 07, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
sábado, março 13, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
Cobarde, porque murmuras todo o dia no teu coração a palavra do amor?
Porque falas dela incessantemente,
a toda a hora, a qualquer hora
Excepto quando estás presente em carne e ossso?
Deixa-te disso, homem,
vai ter com ela, e tenta portar-te como se falasses a sério.
Anónimo
Egipto, (1567-1085 a.C.)
quinta-feira, março 04, 2010
o Outono visto pela janela
na casa onde nasci havia sons e cheiros meus
as pessoas que os tinham emprestavam-mos à memória
e eu incluía-os como amigos íntimos
nesta não tem gente
ou se tem não têm cheiro
nem som porque eu não me lembro
gastei toda a memória nas pessoas antigas
e o espaço para as novas é um T1 que fica muito para além do T
onde eu estou sem visitas
fechado à medida de não deixar entrar
preciso do que já foi como do próximo ar para me lembrar que foi bom
eu já fui bom
agora não sei
mas já fui
juro que fui
e quero gastar as únicas energias a fazer manutenção às memórias
p’ra que nenhuma se perca
era pena
é que até a gente que me fez por dentro como a um cofre já não existe
e quero mantê-los ligados à máquina para sempre
e a máquina sou eu
e para sempre sou eu
anda
aconchega-te no mofo do T1
finge que és de antigamente para te dar os beijinhos de quando era pequenino
cheiras à minha avó
à roupa no estendal
à canção do fim dos bonecos
ao banho que está a ficar frio
ao grito do granizo do dia mais longo em que a casa esteve para cair
tu cheiras e sabes ao dia em que a casa esteve para cair
que foi no mesmo dia em que resistiu
como se estivesse ali desde o início dos tempos
domingo, fevereiro 21, 2010
portugal
Lembrar-me-ei de ti assim
aguarela de crepúsculo eterno
e por mais que me queiram
arrancar este abraço
as minhas raízes crescem para ti
dás-me água e terra e voz
e não quero jamais
libertar-me dos teus braços
E se algum dia me vires
a sonhar com outros mares
lembra-me que há céus sem estrelas
e canta-me uma canção ao ouvido
que me faça adormecer no teu colo
sandra cardoso
poema e foto
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
respirar só se torna aceitável
porque vives em mim
mesmo que por instantes julgues
que não me pertences
não há ninguém que me roube
a certeza de me ver
em cada sorriso teu
mesmo quando sei
que vibras ao sol de outra clave
(por simpatia, dizes tu)
não há ninguém que me roube
a certeza de que vives em mim
sandra cardoso
quinta-feira, dezembro 10, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
Leituras IV
Pinto da Silvadomingo, maio 10, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Lugar
Cecy GNão me peças!
Pede-me que voe contigo para um outro lugar
Onde o sol ilumine versos brancos
E a voz das estrelas me aconchegue nos teus braços
Pede-me, pede-me que vá morar lá
Nessa pedra salgada onde nos levantámos
Pede-me que volte para o meu barco
Eu eu prometo soltar uma vela de versos
Para te guiar até mim...
Não me peças que more aqui,
Por favor,
Não me peças!
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Vidas Minadas
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Fragmentos 5
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Leituras, III
- Quer tirar ao homem ou ao palhaço?
-Ao homem.
Então ele pôs o nariz vermelho na sua cara e sorriu para a objectiva.
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Gervasio Sánchez
Gervasio SánchezDiscurso de Gervasio Sánchez (jornalista e fotógrafo) vencedor do prémio Ortega y Gasset
Estimados miembros del jurado, señoras y señores:Es para mí un gran honor recibir el Premio Ortega y Gasset de Fotografía convocado por El País, diario donde publiqué mis fotos iniciáticas de América Latina en la década de los ochenta y mis mejores trabajos realizados en diferentes conflictos del mundo durante la década de los noventa, muy especialmente las fotografías que tomé durante el cerco de Sarajevo. ….
Quiero dar las gracias a los responsables de Heraldo de Aragón, del Magazine de La Vanguardia y la Cadena Ser por respetar siempre mi trabajo como periodista y permitir que los protagonistas de mis historias, tantas veces seres humanos extraviados en los desaguaderos de la historia, tengan un espacio donde llorar y gritar.No quiero olvidar a las organizaciones humanitarias Intermon Oxfam, Manos Unidas y Médicos Sin Fronteras, la compañía DKV SEGUROS y a mi editor Leopoldo Blume por apoyarme sin fisuras en los últimos doce años y permitir que el proyecto Vidas Minadas al que pertenece la fotografía premiada tenga vida propia y un largo recorrido que puede durar décadas.
Señoras y señores, aunque sólo tengo un hijo natural, Diego Sánchez, puedo decir que como Martín Luther King, el gran soñador afroamericano asesinado hace 40 años, también tengo otros cuatro hijos víctimas de las minas antipersonas: la mozambiqueña Sofia Elface Fumo, a la que ustedes han conocido junto a su hija Alia en la imagen premiada, que concentra todo el dolor de las víctimas, pero también la belleza de la vida y, sobre todo, la incansable lucha por la supervivencia y la dignidad de las víctimas, el camboyano Sokheurm Man, el bosnio Adis Smajic y la pequeña colombiana Mónica Paola Ojeda, que se quedó ciega tras ser víctima de una explosión a los ocho años.Sí, son mis cuatro hijos adoptivos a los que he visto al borde de la muerte, he visto llorar, gritar de dolor, crecer, enamorarse, tener hijos, llegar a la universidad. Les aseguro que no hay nada más bello en el mundo que ver a una víctima de la guerra perseguir la felicidad.
Es verdad que la guerra funde nuestras mentes y nos roba los sueños, como se dice en la película Cuentos de la luna pálida de Kenji Mizoguchi.Es verdad que las armas que circulan por los campos de batalla suelen fabricarse en países desarrollados como el nuestro, que fue un gran exportador de minas en el pasado y que hoy dedica muy poco esfuerzo a la ayuda a las víctimas de la minas y al desminado.
Es verdad que todos los gobiernos españoles desde el inicio de la transición encabezados por los presidentes Adolfo Suarez, Leopoldo Calvo Sotelo, Felipe González, José María Aznar y José Luis Rodríguez Zapatero permitieron y permiten las ventas de armas españolas a países con conflictos internos o guerras abiertas.Es verdad que en la anterior legislatura se ha duplicado la venta de armas españolas al mismo tiempo que el presidente incidía en su mensaje contra la guerra y que hoy fabriquemos cuatro tipos distintos de bombas de racimo cuyo comportamiento en el terreno es similar al de las minas antipersonas.Es verdad que me siento escandalizado cada vez que me topo con armas españolas en los olvidados campos de batalla del tercer mundo y que me avergüenzo de mis representantes políticos.
Pero como Martin Luther King me quiero negar a creer que el banco de la justicia está en quiebra, y como él, yo también tengo un sueño: que, por fin, un presidente de un gobierno español tenga las agallas suficientes para poner fin al silencioso mercadeo de armas que convierte a nuestro país, nos guste o no, en un exportador de la muerte.
Muchas gracias.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Fragmentos, 3
Se fechasse os olhos quase conseguiria sentir o Douro, como daquela vez em que nenhum oceano impediu o rio de lhe cantar uma canção de amor ao ouvido.
Foto: Pittsburgh, Janeiro 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Kate Winslet Best Actress Drama
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Discurso Perante a Real Academia Sueca
segunda-feira, dezembro 29, 2008
sábado, dezembro 20, 2008
Encantadora
"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós nao têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão".
domingo, dezembro 14, 2008
terça-feira, dezembro 09, 2008
Postal dos Correios
Postal do Correios
Rio Grande(Rui Veloso, João Gil, Jorge Palma, Vitorino, Quim)
Querida mãe, querido pai, então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer
Mas falemos de coisas bem melhores:
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída
Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo "expresso" que parou na Piedade
Pão de trigo e linguiça p'ra merenda
Sempre dá para enganar a saudade
Espero que não demorem a mandar
Novidades na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de "candeio"?
Já não tenho mais assunto p’ra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal.
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Muda de Vida
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
António Variações/Humanos
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
16 de Novembro de 2008
Dizem-me que as entrevistas valeram a pena. Eu, como de costume, duvido, talvez porque já esteja cansado de me ouvir. O que para outros ainda lhes poderá parecer novidade, tornou-se para mim, com o decorrer do tempo, em caldo requentado. Ou pior, amarga-me a boca a certeza de que umas quantas coisas sensatas que tenha dito durante a vida não terão, no fim de contas, nenhuma importância. E porque haveriam de tê-la? Que significado terá o zumbido das abelhas no interior da colmeia? Serve-lhes para se comunicarem umas com as outras? Ou é um simples efeito da natureza, a mera consequência de estar vivo, sem prévia consciência nem intenção, como uma macieira dá maçãs sem ter que preocupar-se se alguém virá ou não comê-las? E nós? Falamos pela mesma razão que transpiramos? Apenas porque sim? O suor evapora-se, lava-se, desaparece, mais tarde ou mais cedo chegará às nuvens. E as palavras? Aonde vão? Quantas permanecem? Por quanto tempo? E, finalmente, para quê? São perguntas ociosas, bem o sei, próprias de quem cumpre 86 anos. Ou talvez não tão ociosas assim se penso que meu avô Jerónimo, nas suas últimas horas, se foi despedir das árvores que havia plantado, abraçando-as e chorando porque sabia que não voltaria a vê-las. A lição é boa. Abraço-me pois às palavras que escrevi, desejo-lhes longa vida e recomeço a escrita no ponto em que tinha parado. Não há outra resposta.
domingo, novembro 16, 2008
Sonhos
Obscuro, procuro a voz da estrela
Norte enquanto tu lês
Homero e decoras versos da
Odisseia e gestos de herói.
Só a pronúncia estraga o teu disfarce.
Sandra Cardoso























